← Voltar ao início Quem somos

Sobre a Zirbo

Uma marca nova, com uma origem muito antiga.

Três gerações, um incêndio, e as árvores que resistiram

Um olival com história

O nosso olival foi plantado há mais de 50 anos pelo avô da família — árvore a árvore, encosta acima. Não é um investimento recente nem um projeto de marca: é terra que já passou por três gerações.

Entre 2010 e 2012, os incêndios que percorreram Trás-os-Montes destruíram mais de metade do olival. Não foi opção nem gestão — foi perda, sem mais.

Mas as árvores que sobreviveram voltaram a rebentar da raiz. Nos anos seguintes, foram vingando — teimosas, resistentes.

É delas, e das fileiras mais novas replantadas depois para as substituir, que vem hoje o azeite Zirbo.

Quem somos

Zirbo é uma marca portuguesa dedicada à comercialização de azeite virgem extra premium, com foco na Terra Fria Transmontana. É um projeto em fase de lançamento — o primeiro lote é piloto: 1.000 latas de 500 ml, produzidas em regime de marca própria junto de um lagar parceiro certificado na região.

A nossa missão é simples: honrar o terroir de Trás-os-Montes com um produto rastreável, de produção limitada, e ser honestos sobre o que ainda está por confirmar — desde a ficha técnica final do lote até ao registo legal da marca.

Mantemos um compromisso contínuo com a qualidade, para os futuros clientes e para a própria região que nos inspira.

Para conhecer a história por trás do nome, da região e do produto, visite as páginas A História do Azeite, Trás-os-Montes e O Azeite na Região.

Como cuidamos das oliveiras

Cultivo Tradicional

O nosso olival trabalha-se como sempre se trabalhou nesta região: em regime de sequeiro, sem rega forçada, deixando que seja o solo de xisto — e as estações — a ditar o ritmo. É essa resistência, mais do que qualquer intervenção, que dá caráter à azeitona.

A poda

A poda faz-se no inverno, depois da colheita e antes do arranque da nova vegetação — sempre à mão. O objetivo não é só controlar o tamanho da árvore: é abrir a copa em forma de taça, deixando entrar luz e ar até ao centro, para que a azeitona amadureça de forma uniforme em toda a árvore, e não só nas pontas.

Corte de poda recente num ramo de oliveira, técnica tradicional
Cada corte é pensado: remove-se a madeira velha, doente ou cruzada — nunca mais do que a árvore aguenta perder num só ano.

Não há pressa nem máquina que substitua este trabalho. É repetido árvore a árvore, todos os invernos, há gerações — e é esse cuidado, mais do que qualquer técnica nova, que mantém produtivas as árvores que resistiram ao fogo.

Oliveira com copa aberta em forma de taça, resultado de anos de poda tradicional
Anos de poda cuidada moldam a copa aberta, típica do olival tradicional transmontano.

O resto do ano

Fora da época da poda e da colheita, a intervenção é mínima: sem regas artificiais, sem adubação intensiva, sem herbicidas de largo espectro. A erva cresce e seca naturalmente ao longo do ano, protegendo o solo da erosão nas encostas mais inclinadas. É um cultivo que exige paciência — e que está, de alguma forma, em cada gota de Zirbo.